Papo Jedi: 2º semestre: o período orçamentário

Por Daniel Christofani Loureiro

 

Ano de eleição, copa do mundo, uma economia que ameaça sinais de recuperação, mas de forma geral as empresas ainda não sentiram o crescimento. Na verdade, os traumas são tão grandes que quanto mais conservadores, melhor.

Ainda somado a tudo isso temos novas empresas, nascendo em modelos mais eficientes e carregando menores custos fixos e operacionais. “Pesado” concorrer com elas: cheia de inovação, compartilhamento e menores custos.

Independentemente de qualquer cenário, a palavra chave continua sendo eficiência e ela está associada ao domínio que temos da nossa operação, dos processos, das tecnologias disponíveis e implementadas e principalmente da forma de gastar.

As empresas devem revisar suas despesas, verificar o que deve ser gasto e com o que gastar. O orçamento precisa ser feito de maneira assertiva e detalhada, seguindo planos de ação com transparência e efetividade.

Desde que começamos a entender a importância do gasto correto, ou seja, o gasto que está alinhado à estratégia da empresa, percebemos que as empresas deixam para o segundo plano o questionamento e análise das despesas, priorizando o faturamento, a receita. Há que se perceber, entretanto, que o que gastamos é totalmente controlável, enquanto o que vendemos depende de diversos fatores externos como disposição do cliente para o produto/serviço, momento do mercado, tipo do consumidor, mercado de atuação, etc.

A metodologia do Orçamento Base Zero (OBZ) é dinâmica e adequada para a companhia rever seus gastos e processos, adotando boas práticas que possibilitem economias perenes. Além disso, permite uma reformulação cultural, o que chamamos de “sentimento de dono”, incumbindo o gestor da área que fez o orçamento como o principal responsável pelas despesas alocadas nos centros de custos sob sua gestão.

Além de realizar o orçamento de maneira colaborativa, o OBZ permite classificar as despesas por blocos – LIMIAR e INCREMENTO:

LIMIAR: Despesas absolutamente necessárias para o funcionamento da empresa, sem as quais não é possível operar e obrigatoriedades legais.

INCREMENTO: Gastos importantes para o cumprimento da estratégia, sem os quais a empresa se mantém operando, mas não alcança seus objetivos mais nobres. Os incrementos são sempre classificados em importância de acordo com os objetivos da organização.

Uma vez definida as despesas limiares e priorizados os incrementos, todos os gastos serão aprovados em uma votação entre as áreas que determinarão as prioridades e constituirão a “torre” de gastos da companhia. Ao final da aprovação, teremos os gastos “empilhados” em ordem de importância de acordo com o objetivo da companhia. É justamente esta priorização, que permitirá ajustes ao longo do exercício, cortando gastos menos importantes em tempos de retração ou ainda incluindo despesas conforme os resultados se mostrem positivos.

É como se o orçamento fosse uma “peça viva” da organização, que se desenvolve a medida que outras metas da companhia são alcançadas.

Esse processo de ajuste deve ser uma rotina da organização. Uma boa governança orçamentária deve promover uma discussão frequente (trimestral ou quadrimestral) para ações de ajuste no orçamento, sejam para aprovar mais recursos ou reduzir verbas anteriormente validadas. Atualize suas metas e formalize as alterações via forecast (revisão do orçamento).

Através de nossa base histórica de realização de projetos de orçamento base zero, percebemos as principais oportunidades de redução de despesas, considerando a complexidade versus a economia gerada:

Quer conhecer mais sobre a metodologia OBZ? Entre em contato conosco!

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