Papo Jedi: A inovação como geradora de resultados

Por Rodrigo Catani

Nos últimos anos, poucos assuntos estiveram tanto em evidência quanto a inovação. Qualquer CEO ou dono de empresa dirá que esse tema está entre suas principais preocupações. Empresas com um DNA mais inovador possuem metas bastante claras de novas fontes de receita oriundas de inovação. Empresas como a 3M definem um percentual do faturamento que deve vir de produtos com até 2 anos de vida. Na Siemens, 80% do faturamento no ano passado veio de produtos com menos de 5 anos de idade. Mas mesmo essa visão, começa a ficar ultrapassada. Quando se falava em inovação, era natural pensar em novos produtos e serviços, pois até então era uma missão que estava restrita ao departamento de Pesquisa & Desenvolvimento.

Atualmente a inovação tem um escopo muito mais diversificado e abrangente, permeando todas as áreas das empresas. Pratica-se a inovação em tecnologia (muito!), satisfação de clientes, cadeias de suprimentos, estruturas organizacionais, processos e até mesmo nos modelos de negócios. Praticamente todas as áreas de negócios das empresas precisam inovar para serem mais competitivas no mercado, uma vez que as próprias expectativas de clientes e consumidores mudaram de patamar, não se espera mais apenas melhorias nos produtos e serviços, mas sim soluções completas, diferenciadas e que se integrem com outras soluções. Complexo, não?

A conclusão que muitas empresas têm chegado é que no fim do dia, inovação tem que entregar resultado, seja gerando novas fontes de receita, seja reduzindo custos ou despesas. O grande desafio é justamente fazer essa ponte entre a inovação e o resultado. Mas quais são as principais barreiras? A cultura da organização, a liderança, as pessoas, a estrutura organizacional, os processos decisórios e as políticas. Embora os recursos financeiros também sejam uma restrição, é um elemento mais simples de solucionar quando os demais pontos estiverem equacionados.

Incorporar a inovação ao modelo de negócios das organizações exige uma mudança na maneira de gerir a empresa, na criação de estruturas organizacionais mais flexíveis e adaptáveis, que encorajem os colaboradores a assumirem mais riscos, que saibam conviver com o fracasso e que possibilitem a tomada de decisões mais rápida. Empresas que atuam em mercados mais dinâmicos e complexos em que a coexistência entre clientes, fornecedores e competidores já é uma realidade, estão correndo para se transformarem, migrarem para uma nova maneira de pensar de modo integrado modelos de negócios, cultura organizacional, pessoas, processos e accountability.

Muitos livros, estudo, metodologias e artigos têm sido escritos sobre o tema. O desafio de inovar começa por escolher o melhor caminho, pessoas que compartilhem os mesmos propósitos e parceiros alinhados com a cultura da organização.

Compartilhe esta página: