Papo Jedi: Black Friday e a construção de marca

Por: Roberto Vautier

Ter uma marca forte, sólida e reconhecida, é o sonho que todo empreendedor tem para sua empresa. No entanto, muitos não investem tempo e dinheiro necessário no que chamamos de gestão da marca. Engana-se quem pensa que apenas grandes marcas como Apple, Google, ou Coca-Cola devem se preocupar com posicionamento de marca. E engana-se ainda mais, quem acha que na Black Friday, as marcas perdem importância diante da enxurrada de promoções. O consumidor com maior propensão em realizar uma compra nessa data, já vem planejando adquirir seu produto dos sonhos a algum tempo. O preço será um impulso final, um estimulo extra para chegar na venda.

Os consumidores atuais não querem comprar o que você faz, mas sim o porquê de fazer aquilo. Quando compramos um Iphone, compramos uma experiência e toda uma filosofia por trás da marca: inovação, design, simplicidade tecnológica além dos atributos indiretos como status e poder aquisitivo, afinal não é qualquer um que pode pagar R$10.000 em um aparelho celular!

Nos meses que antecedem a Black Friday, temos que buscar informações sobre nossos potenciais consumidores, enxergar o mundo com seus olhos, sentir as dores que ele sente, entender a sua rotina, levantar suas necessidades e anseios e claro, entender como podemos melhorar ou facilitar sua vida no dia a dia. De nada adianta criar um excelente produto se ninguém se interessar por ele. Se em outros tempos andávamos com as marcas estampadas em nossas roupas, hoje as marcas querem ter a cara dos consumidores em seus produtos. Em alguns projetos de consultoria, construímos o que chamamos de “jornada do cliente” para mapear claramente as oportunidades em construir experiências com as marcas.

Com um posicionamento e público alvo devidamente definidos e mapeados, chega a hora de montar o plano de comunicação. Além da escolha dos canais, a mensagem precisa ser cuidadosamente trabalhada e ser consistente com os valores da marca. O cliente que adquire um produto quer se sentir especial e único. Uma boa dose de apelo emocional e um alto nível de personalização são ingredientes que não podem faltar no tom da conversa. Não fale dos seus produtos, fale sobre as pessoas que você quer atingir, conte uma história, provoque novas sensações e seja sempre transparente e autentico. Uma história bonita mas que não condiz com as verdadeiras raízes da empresa, pode ser tonar um tiro no pé.

Lembre-se, seu objetivo não é vender, é construir uma relação duradoura e assim ter clientes, que deixam de ser somente clientes para se tornarem embaixadores da marca. Essa sim é a verdadeira diferenciação. Somente através de uma sólida relação de confiança é que podemos nos dar ao luxo de despertar o desejo de compra.

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