Papo Jedi: Processados do bem! Megatendências alavancam as inovações em bebidas e alimentos

Por Rafaela Natal

O surgimento de novos produtos industrializados com ingredientes mais naturais, comunicação mais transparente no rótulo e um branding mais saudável, muitas vezes fabricados por startups, faz com que os grandes players do mercado se movimentem para criar produtos disruptivos, utilizando novos ingredientes e tecnologias.

O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking de vendas para o mercado de saudáveis e teve crescimento de 98% entre os anos de 2009 e 2014. (Euromonitor, 2015). O consumidor brasileiro ainda considera sabor como primeiro fator de escolha, mesmo quando está em busca de uma alimentação saudável. Aí que entram os “processados do bem”!

De olho neste consumidor, a indústria lança produtos enriquecidos com proteína direcionados à população em geral e não apenas aos esportistas. Embora tenha conhecimento genérico sobre este nutriente, a proteína está na mira do consumidor. Conhecida por proporcionar saciedade, sempre foi a queridinha das dietas famosas, como Dukan, Atkins e Paleo. Essencial ao longo de todos os estágios da vida, a proteína é indispensável para a formação de hormônios, manutenção do peso e ganho de massa muscular. Antes restritas a bebidas lácteas e mercado de suplementos, hoje as proteínas são utilizadas em diversas categorias, como snacks, chips e cookies. A utilização de proteína de origem vegetal ganha espaço na indústria. Conhecidas como PULSES, surgem novas leguminosas como ervilha, grão-de-bico, lentilha e feijões. O ingrediente número 1, que confere saudabilidade aos produtos e benefícios aos consumidores.

Acompanhamento a megatendência de varejo –  Tranparency –  comentada em diversos outros “Papo Jedis”, no food o consumidor também demanda mais transparência e sustentabilidade.

Em 2018, a Whole Foods nomeou a transparência como a top tendência em alimentos para o ano. A rede Costa Coffee está utilizando em 100% dos pontos de venda cafés com selo Rainforest Alliance. O uso de aplicativos como o “How Good Certified” propõem a avaliação sobre a sustentabilidade de cada produto, onde o usuário do app pode explorar cada categoria de alimentos para encontrar os líderes em sustentabilidade que garantem um melhor sistema.

No Brasil, o Carrefour junto à BRF e IBM lançou o projeto “Food Tracking” que por meio de blockchain, visa garantir a qualidade dos produtos desde a sua origem no campo às gôndolas do supermercado. A partir da leitura de um QR Code afixada na embalagem, o consumidor terá acesso a informações detalhadas das etapas de produção, distribuição e disponibilização do produto na prateleira do varejo.

Os Rótulos éticos continuam em destaque. Os claims mais utilizados na indústria no último ano foram: Orgânico, Fairtrade e Rainforest Alliance. Em 2017 a indústria global de alimentos lançou 55.100 produtos com claim ético, 2% a mais que o ano anterior. Entre todos os produtos lançados em 2017, 10% continham o claim de orgânico.

Os produtos mais simples, naturais e puros estão em crescimento na indústria de A&B. Cada vez mais, a indústria utiliza mais em suas formulações corantes e aromas naturais em contrapartidas dos artificiais (14% e 20% a mais em relação ao ano anterior, respectivamente). Em 2017 a indústria global lançou 10% a mais produtos que continham o apelo “100% Natural” em seus rótulos. Até 2020 a venda de Clean Label pode atingir $112 bilhões de dólares nos EUA, RU, China e Alemanha.

Ingredientes vegetais e plant-based ou “baseados em plantas estão ganhando muito espaço. Os ingredientes mais utilizados nos produtos lançados recentemente foram: cenoura, Abóbora, Beterraba, Menta, Manjericão, Alecrim, Gergelim, Chia, Linhaça, Gengibre, Nozes, Moringa, entre outros.

Para 2018, 2019… O que esperar? Muitos estudos, descobertas de superfoods, lançamentos de produtos novos na indústria de A&B.

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