Papo Jedi: RH: de “RECURSOS HUMANOS” à “ROBOS & HUMANOS”

Por: Jessica Costa

O avanço tecnológico vem distorcendo a fronteira entre o que é tarefa só para humanos, só para máquinas ou para ambos.

Diversas pesquisas e publicações de renomados institutos (como Gartner, Fórum Econômico Mundial, grupos de estudos do MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts, entre outros) preveem a eliminação de milhões de cargos atuais, que serão substituídos por diversas tecnologias, ao mesmo tempo, a previsão é que aproximadamente o dobro de novos cargos devem surgir.

A expectativa é que em 2025 (quase amanhã) mais da metade das tarefas atuais sejam feitas por robôs, inclusive tomada de decisões.

Desta forma, não resta muita dúvida de que as máquinas não apenas ocuparão postos de trabalho, mas também serão nossos “colegas” de trabalho.

Considerando este cenário, um grande desafio a ser equacionado é como colocar da melhor forma possível, máquinas e homens trabalhando juntos para a entrega de projetos eficientes. Vai ser mais crítico disponibilizar inteligência emocional (humanos) do que inteligência artificial (robôs). O conhecimento técnico é condição básica, mas não há inteligência artificial que substitua algumas qualidades.

Então, assumindo que o modus operandi irá mudar, que tarefas atuais (desde as operacionais como baixa de títulos a pagar até importantes tomadas de decisões) serão feitas por robôs alguém tem dúvida da mudança organizacional que deverá acontecer? Está claro que em pouco tempo as estruturas hierarquizadas, com diversos níveis e foco em rotinas e entregas de longo prazo serão mudadas.

A necessidade por apresentações de resultados mais rápidas por si só já demanda alterações nas tradicionais formas de trabalho. Hoje, as entregas precisam ser mais curtas e priorizar resultados.

O que temos discutido e implementado é o modelo Ágil, que valoriza essas pequenas entregas. Esse modelo valoriza a formação de pequenos grupos de trabalho, os “squads”, com equipes multidisciplinares e foco em rápidas entregas de projeto. A hierarquia do conhecimento se sobressai ao tradicional cargo, o que fortalece a entrega dos objetivos de forma colaborativa e as decisões passam a ser ancoradas em realidades.

De forma resumida, estamos falando que:

1. Diversas profissões e tarefas serão substituídas por robôs;
2. Novas profissões surgirão rapidamente (necessidade de especialização técnica);
3. Características pessoais terão destaque (ética, liderança, coragem, capacidade de aprendizado e de se reinventar);
4. Teremos entre os nossos colegas de trabalho, robôs, que nos gerarão informações precisas e precisaremos saber exatamente o que fazer com elas;
5. As hierarquias tradicionais e modus operandi das companhias passarão por grande transformação.

Os atuais responsáveis por “gente” nas empresas terão grandes desafios: orquestrar tudo isso compondo times ou “squads” capacitados tecnicamente, equilibrados emocionalmente e com muito foco em entregas ágeis e que agreguem valor.

Sabe aquele tempo de tarefas rotineiras e projetos “gasosos”, que ocupavam todos os lugares possíveis? Acabou!!! Prepare-se!

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