Compartilhar?



08/03/2017

Por Giuliana Grinover

Fizemos no ano passado um workshop sobre Centros de Serviços Compartilhados em suas novas versões, e trouxemos experiências de empresas grandes e pequenas em setores industriais distintos. Mas resolvi pesquisar mais sobre o que é Compartilhar e encontrei diversas formas, definições e conceitos aplicados aos modelos de compartilhamento, seja um local, uma ideia ou um conjunto de serviços.

No modelo mais conhecido, um centro de serviços compartilhados reúne pessoas de uma grande empresa ou conjunto de empresas para prestar um serviço de qualidade com custos menores. É o chamado Shared Services Centers (Centros de Serviços Compartilhados – CSCs).

Em nosso encontro de 2016, exploramos as diferentes formas de compartilhar serviços: tivemos o exemplo de uma grande distribuidora de bebidas que compartilha parte de sua frota com uma outra empresa fora do setor de bebidas, proporcionando reduções significativas nos custos de frete. Vimos também duas empresas do setor de food services, concorrentes indiretos, que estudaram compartilhar todo seu backoffice e sua cozinha central.

Novos modelos de CSCs vêm sendo implementados com sucesso, apesar do sofrimento com as tributações exigidas pela lei (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins). Em alguns casos, a criação de um CSC é utilizada como meio para integrar empresas dentro de um mesmo grupo empresarial e ainda redesenhar processos com mais agilidade e foco nos resultados.

Quando de fala em tecnologia, o compartilhamento é bastante conhecido – share point, ferramentas e soluções que possibilitam o compartilhamento de arquivos, documentos, fotos, conteúdos, sites, enfim, tudo que queremos dentro do mundo digital.

Recentemente encontrei uma reportagem da Exame (fevereiro de 2017) sobre o compartilhamento de ideias. Na reportagem mencionava-se que as pessoas ainda têm medo de ter suas ideias “roubadas” e de não haja o devido reconhecimento caso uma ideia seja compartilhada. Em resumo, ideias boas são difíceis de serem protegidas. Opiniões de outras pessoas podem sim melhorar sua ideia inicial e o reconhecimento virá em algum momento inevitavelmente.

Na internet, encontrei vários exemplos de compartilhamento, além do simples clique de compartilhar uma página do Facebook. A  Mural.co foi uma que achei particularmente interessante. Fundada por um argentino, o mural de ideias compartilhadas permite realizar um brainstorming virtual, com possibilidade de colocar textos, fotos, áudios e vídeos, além de convidar amigos para fazer parte deste mural junto com você. Enfim, há muito conteúdo disponível. Basta ter tempo para entrar, pesquisar e participar.

Outra palavra ligada ao compartilhamento que encontrei bastante, foi o coworking, espaços de trabalho que reúnem pessoas a fim de trabalhar em ambientes inspiradores e diferentes. Alguns espaços são bastante alternativos e diferentes. Numa simples busca, encontrei na cidade de São Paulo, mas de 20 opções completamente diferentes umas das outras.

Será que chegaremos a um momento em que só compartilharemos? Se tudo será compartilhado, como fica nossa individualidade? Ou nossa individualidade será compartilhada? Confuso né? Não parei ainda de pesquisar, mas concluí que compartilhar é a palavra da vez.

E então, o que você anda compartilhando? Não vale dizer que está compartilhando suas fotos no facebook…