Insights AGR: Ruptura nos estoques dos supermercados: o que é e como evitar?

Por Giuliana Grinover com apoio de Luiz Fernando Secco

O que é ruptura?

No ramo do varejo de alimentos é muito comum escutar as palavras ruptura, estoque, gôndolas, centro de distribuição (CD), entre outras. Isso ocorre porque disponibilidade e distribuição de produtos são fatores essenciais para um bom funcionamento de um supermercado. Contextualizando, CD é o local onde os produtos ficam guardados antes de irem para as lojas. Estoque é o conjunto de produtos que a empresa guarda em seu CD e que são disponibilizados para as gôndolas, que são os locais dentro das lojas onde os produtos ficam expostos.

A ruptura nada mais é do que a falta de produtos nas gôndolas. Quando essa situação acontece, o cliente pode ficar frustrado por não achar o que deseja comprar, o supermercado perde vendas e o fabricante também perde a oportunidade de distribuir seu produto para os clientes finais. Por conta disso, a ruptura é uma inimiga e deve ser evitada ao máximo.

O impacto da crise 

Recentemente, a Neogrid, multinacional brasileira da área de supply chain realizou um estudo sobre rupturas em supermercados, compilando dados de mais de 10 mil estabelecimentos em todo o país. A ruptura varia de acordo com a categoria dos produtos. Para alimentos e bebidas, o índice foi de 12,20% em janeiro de 2016. Para as categorias não relacionadas a alimentos, tais como materiais de higiene e beleza e materiais de limpeza, esse índice foi de 13,74%. Segundo a pesquisa da Neogrid, em janeiro de 2016 o índice de rupturas aumentou 35% em relação a dezembro de 2015, chegando a 13,08%, o patamar mais elevado desde outubro de 2014.

Quais seriam as causas desse aumento? Em períodos de crise, é comum ocorrerem algumas mudanças nos hábitos de consumo. Se por um lado todas as pesquisas dos últimos dois anos indicam uma acentuada diminuição dos gastos dos brasileiros com refeições fora de casa, houve um aumento da procura por itens daqueles itens mais utilizados para o preparo de refeições em casa. “As pessoas tendem a comer mais em casa e acabam buscando mais itens nos supermercados, o que pode ocasionar uma ruptura maior”, explica o diretor de relacionamento do varejo da NeoGrid, Robson Munhoz.

Outra possível razão para esse aumento da ruptura é o descompasso entre o grau de pessimismo da indústria e o do varejo. “O varejo está vendendo dentro do ritmo esperado, mas já percebeu que a indústria começa a ter dificuldades de entrega em alguns itens, principalmente no que diz respeito aos não-alimentos, como higiene e beleza, limpeza, entre outros”, afirma Munhoz.

Como evitar a ruptura

Algumas práticas podem ser implantadas com a intenção de evitar a ruptura nos estoques dos supermercados. A primeira delas é o estudo da demanda das lojas, ou seja, entender bem quem são os seus clientes e o que eles desejam. O planejamento dos estoques nas lojas e nos centros de distribuição também é essencial.

Estabelecer um calendário bem definido de entregas nas lojas e esforçar-se ao máximo para seguir este calendário ajuda a evitar a ruptura. Por fim, como cada categoria de produto vendida nos supermercados tem suas peculiaridades e características, é necessário estabelecer diferentes modelos de abastecimento para as diferentes categorias. Um exemplo disso é a diferença entre produtos de hortifruti, que são perecíveis e demandam mais cuidados em comparação com categorias de produtos de limpeza, que são mais fáceis de armazenar e têm menos chance de sofrer danos.

A AGR Consultores tem grande expertise em projetos de gestão de mix de produtos, análise de categorias, planejamento de demanda e gestão da cadeia logística. Estamos amplamente qualificados para ajudá-lo a solucionar seus problemas de ruptura. Sinta-se à vontade para entrar em contato conosco.

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