Anywhere channel: afinal, o que a logística tem a ver com isso?



Como já falamos sobre vários aspectos da transformação digital, nesse artigo vamos focar nas implicações logísticas. É certo que a transformação digital veio para melhorar a experiência do consumidor, em poder comprar quando e onde quiser, seja “on-line”, “off-line” ou ainda mesclando os dois, e do meio que desejar utilizar (pessoalmente, pelo computador, tablet ou smartphone). Esse conjunto de vantagens proporciona facilidade e conveniência ao consumidor desde o momento da pesquisa de alternativas até a compra em si e o pós-venda. 

Essas facilidades trazem consigo certas exigências e requisitos em termos de integração entre os mundos “on-line” e “off-line”. É preciso ter excelência na distribuição e na disponibilidade do produto, afinal, atender o “quando” e o “onde” exige uma sincronia fundamental entre a logística, o planejamento e a cadeia como um todo, desde a compra até a distribuição. O anywhere channel pressupõe uma discussão fundamental de dimensionamento, localização e compartilhamento de estoques entre os canais e os pontos de venda, para otimizar o balanceamento entre as rupturas que causam perda de vendas, corroendo a imagem do varejo, e o excesso de estoque que implica em capital de giro investido, o que pode impactar o fluxo de caixa e a rentabilidade da operação. 

A avaliação da jornada de compra traz o desafio de identificar e eliminar os pontos de atrito e proporcionar experiência impecável de atendimento com integração entre os canais físicos e digitais. O varejo, vivendo essa multicanalidade, se depara com o desafio de coordenar todas essas particularidades, seja de logística, para dispor o produto dentro do prazo e no local especificado pelo consumidor (na loja ou “pick-up in store” ou em casa), bem como as questões de trocas e cancelamentos com regras claras e disponíveis a esse consumidor e a todos os colaboradores de todos os canais de venda e de atendimento. Além disso, no Brasil temos dois desafios adicionais importantes. O primeiro é atender a legislação tributária e os impactos fiscais atrelados a essas diversas operações anywhere channel. O segundo desafio é a necessidade de inovar para atender o “last mille” com bom nível de serviço e custos competitivos.  

Diante desse cenário cada vez mais complexo para sua gestão, a transformação digital está presente para contribuir com o varejista na gestão do capital humano, das questões contábeis e fiscais e no relacionamento com seus fornecedores. Algumas das maiores contribuições estão na facilidade de acesso a aplicativos (ferramentas) que rodam em nuvem (Cloud) e em fontes de softwares de código aberto (Open Source). A internet das coisas (IoT) também contribui para o varejo com ferramentas que permitem, por exemplo, monitorar oportunidades em tempo real sobre vendas nos seus diversos canais, criar análises preditivas de demanda para melhores tomadas de decisões de compras, avaliar antecipadamente desistências de compras, monitorar em tempo real a distribuição de entregas com as empresas de transportes e conectar-se diretamente com o consumidor em diferentes momentos de sua jornada, apoiando a evolução para a próxima etapa ou mesmo para a conversão final da compra. 

Entretanto, não basta ter a facilidade das ferramentas que o auxiliem, é fundamental que a base de dados transacionada dentro desta multicanalidade seja analisada por pessoas capacitadas, com visão de negócios e com o firme propósito de trazer informações úteis para melhores tomadas de decisões por parte dos varejistas, contribuindo assim para o negócio em otimizar o fluxo de caixa e giro dos estoques, e claro, atender ao consumidor com rapidez e assertividade. Em projetos dessa natureza, nossas torres de Supply Chain e Eficiência atuam unidas para entregar as soluções mais adequadas a cada cliente e segmento de mercado.