E para sua empresa, faz sentido atuar no modelo D2C?




Nos últimos anos, a tônica do mundo dos negócios tem sido a necessidade das empresas de se reinventar, quebrar paradigmas e repensar suas estratégias de crescimento, posicionamento e comunicação com os clientes, dadas as constantes mudanças nos hábitos de consumo dos clientes, cada vez mais exigentes, conectados, bem-informados e, também ansiosos.

Com base nessas alterações de hábitos de consumo, um modelo de negócios que despontou como algo que veio para ficar é o chamado “D2C” (“Direct-to-Consumer”), um canal direto entre as empresas e o consumidor final. Vender por esse modelo ajuda a diversificar, possibilitando captar mais clientes e potencializar as vendas, com um fluxo de receita adicional e recorrente, o que é ótimo para qualquer negócio. O modelo “D2C” permite à empresa criar um relacionamento mais próximo com o consumidor final, tendo insights importantes sobre suas experiências de compra e de consumo, podendo respaldá-lo quanto às suas necessidades, seja rastreabilidade de produtos, dados sobre a origem e etapas do processo de fabricação/produção dos bens, ou simplesmente ao descomplicar ações “chatas” para os clientes. Trata-se de um novo modelo de negócios e não apenas mais um canal de vendas. A relação direta com o consumidor demanda um modelo próprio, apartada da gestão com os tradicionais canais de distribuição. Como dizemos aqui na AGR, “é diferente, simples assim.”

Como exemplo, podemos citar a Burrow, startup norte-americana que fabrica e comercializa sofás modulares, fáceis de mover e adaptáveis a ambientes diversos, pela sua plataforma online direto ao consumidor final. Os sofás costumam ser uma “dor de cabeça” para os consumidores pelo difícil manuseio, transporte (se cobrado, o frete pode ser mais caro que o próprio produto) e pela dificuldade de encontrar um produto específico em pronta entrega ou para entrega rápida. Na Burrow, os sofás são despachados no máximo em uma semana, chegam direto na casa do consumidor sem custo adicional e em caixas com instruções simples de montagem e sem necessidade de ferramental. E se o consumidor não gostar, o processo de devolução ou troca é simples e rápido. Além disso, eles oferecem aos consumidores um período de teste de 100 dias.

Outro exemplo é a Hungry Root, que oferece aos clientes alimentos saudáveis com receitas simples, com apenas um clique. Os alimentos ofertados são à base de vegetais, além de serem frescos e nutritivos. Ao cadastrar-se, o consumidor monta seu próprio plano de alimentação e escolhe entre centenas de produtos recomendados, além de receitas para saber combiná-los. O envio é rápido e as embalagens utilizadas são 100% recicláveis, sendo ideal para aquelas pessoas que buscam uma dieta mais nutritiva, mas não tem tempo para cozinhar, fazer compras ou mergulhar em sites de nutricionistas para construir a refeição ideal.

E para sua empresa, faz sentido atuar no modelo D2C?