Inovar ou Morrer? Eis a questão!



Nesse final de semana, voltando da praia onde ficamos escondidos nos últimos 15 dias, entrando em São Paulo logo apareceu aquele gigante complexo gráfico da Editora Abril. Olhei para o marido, ele para mim e nessa troca de olhares ficou expresso o mesmo pensamento: “quem diria… não existe mais! Como foram grandes, poderosos, influenciadores de gerações e… simplesmente não existem mais. Muito louco!”.  

Ao longo desses 16 anos pudemos vivenciar algumas passagens que nos causaram desespero, é verdade, de clientes que sofriam de MIA “miopia institucional agressiva”. Casos não muito raros que acontecem em todo tipo de empresa, familiares, nacionais, de capital aberto ou multinacionais. Esse já conhecido efeito Kodak*, de empresas que simplesmente desapareceram ao longo das últimas duas décadas, pode ser encontrado em diversos artigos, apresentações e congressos.  

Trago duas ocasiões marcantes ao longo de nossa história. 

A primeira, de um empresário do foodservice que nos contratou para fazer um estudo do seu mercado, com objetivo de ajudá-los a crescer, analisar a concorrência, identificar as vias de crescimento e a repensar o futuro da empresa. Quero abrir um parêntese: preciso deixar claro, que consultoria não é uma associação de cartomantes que tem em mãos, prontinho, o futuro de seus clientes. Nós acreditamos que o papel da consultoria é somar os conhecimentos do Empresário/CEO e de seus gestores à bagagem que a consultoria já traz e, com isso, promover mudanças disruptivas. Nossa metodologia de funil de inovação é, fundamentalmente, uma abertura para o diálogo transparente e direto com o cliente. Ao final, criamos cenários e visões que serão desafiados a partir de então. 

Voltando à primeira ocasião, durante a realização do projeto, tivemos muita dificuldade em tirar o principal líder da zona de conforto: “eu conheço”, “eu sei”, “nunca vai mudar”, “no Brasil é assim mesmo” … Nós lutamos, mas ao final dos trabalhos, durante a discussão do cenário sobre a entrada de um player americano no Brasil, escutamos: “Impossível essa empresa entrar no Brasil. Não vai dar certo. O Brasil é impossível (ele tem razão aqui), os impostos são complexos (tem razão aqui de novo!) e o brasileiro nunca vai pagar R$15 por um cafezinho com pão de queijo (ele se enganou aqui!). Por mais que argumentássemos que o ambiente da “loja” tinha virado o Third Place** (a casa, o trabalho e…), e que tinha potencial no Brasil, a mudança de mindset não rolou. Sugerimos desde a alterações do uniforme para algo mais moderno, até a oportunidade de ter jovens estudantes nas lojas, mas nada o convenceu a repensar o seu negócio.  

Na verdade, entendemos que fomos contratados para confirmar tudo o que ele acreditava. Não estava disposto a mudar. Enfim, muito triste perceber quase 5 anos depois, o encolhimento da sua operação e a tardia e tímida reação.  

A segunda ocasião, um pouco mais atual, aconteceu no varejo de vestuário. Começamos o projeto com um “Deep Dive” das operações. Identificamos oportunidades de tecnologia, de repensar a estrutura comercial e de revolucionar os processos de forma a trazer a empresa para uma transformação digital total. A título de exemplo, a empresa ainda contava com as estruturas de e-commerce de loja física totalmente separadas, os estoques das lojas e do CD ainda não integrados, sistema de tecnologia e processos antigos e lentos. Chegamos à reunião final totalmente alinhados aos diretores, empolgados que finalmente avançaríamos para o omnichannel. Ao término da apresentação, a frustrante resposta do presidente: “adorei o trabalho, vamos ter reduções de custo e eficiência em processos. Apenas destaco que nossos clientes não compram na internet, gostam mais das lojas físicas. Assim, não investiremos na venda on-line. Preciso explicar o que aconteceu? 

Para nós, são dois casos frustrantes em nossa história. Como não conseguimos convencer com fatos e dados esses clientes? Como? Temos como valor “assumir o papel de dono da empresa”, ou seja, a equipe AGR diz absolutamente tudo que identifica de oportunidade de melhoria na operação de nossos clientes, somos 100% transparentes. Nem que para isso, como diz meu amigo querido Luiz de Maio, tenhamos que “embalar toda a comunicação direta e transparente em afeto”. 

Santo de casa faz milagre? 

Desde a nossa fundação, a AGR Consultores tem tido uma enorme preocupação em inovar o próprio modelo de negócio, porque entendemos que apesar do nosso sucesso atual, nosso modelo de realização e entrega de resultados tem que estar constantemente à frente do mercado. Já nascemos diferentes do tradicional. Nossos concorrentes faziam piada com nossa cultura Jedi, com a nossa resistência em chamar um mestre Jedi de gerente de projetos, ou chamar um head de sócio-diretor. Imaginem então chamar um consultor de cavaleiro e um junior de padawan. Sempre achamos ultrapassada a hierarquia por cargos e sempre acreditamos na hierarquia pelo conhecimento. Nossa cultura já nasceu “Ágil”, com times multifuncionais.  

Entendemos que revisar nosso modelo é a melhor forma de nos manter relevantes no mercado, e para entregarmos soluções cada vez mais inovadoras, estamos construindo um ecossistema estabelecendo parceria com startups que compartilham desta mesma visão: 360DBI, Chiligum, Dialog, Labsit, MindMiners, SouzaMass e Vuxx e outras de futuro muito promissor. Participamos ativamente de um dos maiores grupos de anjos, a BR Angels, e praticamos a academia StartSe. Vivemos aqui uma maratona de inovações. 

Inovar ou Morrer? 

Nosso desafio nesse artigo foi chacoalhar, provocar você leitor do Papo Jedi. Nossa meta é frustração zero! Nenhum cliente estacionado e vendo o tempo voar ao seu lado, a não ser por vontade própria. Afinal, imagino que absolutamente todos que lerão esse artigo concordarão que para sobreviver, as empresas devem inovar. Para inovar têm que deixar os paradigmas de lado e chamar a coragem! A boa notícia é que não é complicado, não é caro e tem metodologia para tal! Vamos lá… Inovar! 

Sem ideias? Sem informações? Procure a AGR Consultores! 

*  Nossos queridos amigos da Startse falam sobre isso aqui: https://app.startse.com/artigos/kodak-como-ela-foi-de-uma-das-empresas-mais-inovadoras-ate-falencia 
** Hoje quase virando o Second Place, quem diria!