Web Summit 2021 : 1ª Parte – Pontos e Contrapontos



 

Na semana passada, entre os dias 1 e 4 de novembro, aconteceu em Lisboa o Web Summit. A última vez que falamos sobre ele, de forma contundente, foi em 2019, último encontro presencial em Lisboa antes da COVID. Em 2020 até aconteceu um Web Summit online, mas longe de ser algo marcante como este ano. Por quê? Porque como você já sabe e ouviu falar um milhão de vezes! os 20 meses de pandemia foram radicalmente impactantes na velocidade da transformação digital de todas as indústrias. É, provou-se verdade.

 

Feito o disclaimer acima, a partir desta semana  conversaremos sobre alguns dos temas que mais se destacaram: Pontos e Contrapontos, Frances Haugen (whistleblower) versus Facebook, Apple versus Regulamentação da zona do EU, EUA versus China, Metaverse!, Monetizando Diversidade, As Startups caíram na vala Comum?… são tantos os temas que valeria a pena um pós-Web Summit. Pena que a época não é a melhor, nossos clientes estão em Black Friday e Natal, outros em período de orçamento e outros ainda em pré-“go live” de suas novas versões de tecnologia. Mas, não se preocupe, incorporaremos esses temas no nosso primeiro pós-NRF presencial pós-covid em 16 de fevereiro de 2022. #savethedate!

 

Voltando ao tema do nosso Papo Jedi, assim como em 2019, muitos clientes, amigos e parceiros nos perguntam se vale a pena ir ao Web Summit. Quanto poderei aplicar na minha empresa? Vale o investimento? Veja bem… o Web Summit não é um evento específico de uma única indústria, onde as apresentações vão te dar ideias práticas que você poderá implementar na sua empresa na semana que vem. Tampouco é um evento que deixará você com a sensação de que “esse conteúdo” não é comigo. Muito menos, um evento que deixará você na zona de conforto. Enfim, na nossa visão, o evento atende profissionais variados pelo simples fato de ser um evento de conteúdo aberto, onde as polêmicas são tratadas de forma transparente. Marketing, diversidade, tecnologia, futuro, finanças, criptomoeda, metaverse, são abertamente criticados, questionados, fazendo você refletir diferentes pontos de vista sobre quase tudo.

 

Esse ano, a organização do conteúdo em “pontos e contrapontos” foi excelente. Na noite de segunda-feira, a abertura do evento contou com a participação da whistleblower (dedo-duro, denunciante) Frances Haugen, que até maio deste ano era uma gerente de produto do Facebook. Ela simplesmente enfiou o “pé na jaca” denunciando a irresponsabilidade do Facebook na contenção de fake news, entre outras questões. No dia seguinte, Nick Clegg, VP de Global Affairs do Facebook, vem com os contrapontos: as ações que estão tomando, o que sabiam ou não…etc., etc… ao ouvir ambos, cabe a você passar a régua e formar a sua opinião.

 

O terceiro dia foi encerrado com uma apresentação excepcionalmente didática do VP de Software Engineering da Apple, Craig Federighi, que por 25 minutos te convence que a segurança e a privacidade dos iPhones estão fundamentadas no funil que fazem na App Store. Utilizando a analogia de uma casa na qual você e sua família irão morar, argumenta que você tem que garantir a segurança através do controle de quem pode ou não entrar na sua casa. Emociona a plateia gigante de 42 mil pessoas ao pedir àqueles que possuem iPhone que o levante com a luz acesa, e então um céu estrelado aparece no central stage. No quarto e último dia… Horacio Gutierrez (Spotify) e Andy Yen (CEO Proton) abrem o evento com a pergunta: No evento de ontem, o Craig contou para vocês um pequeno detalhe? Que para comprar qualquer coisa para “aquela casa segura” você pagará 30% a mais em tudo que entra nela? Esse é o valor que a Apple cobra de todos os apps que estão na App Store…e aí se iniciam mais 25 minutos de contrapontos.

 

Por último, a tradicional polêmica entre Estados Unidos e China. Nada muito novo nas palestras, mas quando vimos a apresentação da Ellen Weintraub, falando da democracia americana (a provocação começa no nome da palestra: “Is American democracy dead?”) e cruzamos com os questionamentos do “por que estamos 3 anos atrás da China?” no que tange a inovação, refletimos qual o prejuízo da altíssima concentração de poder nas 5 “Big Techs”: Alphabet (Google), Amazon, Apple, Microsoft e Facebook (Meta). Enfim, outra provocação estimulada no evento com ponto e contraponto.

 

Minha expectativa aqui não é dizer o que achamos ou quais nossas opiniões na AGR, mas sim, estimular reflexões e quem sabe convencer você a ir conosco na Web Summit 2022*, afinal, é um verdadeiro banho de atualização.

 

(*não vendemos pacotes nem ingressos, mas adoraremos encontrar vocês para um Chopp Sagres na área de alimentação do próximo Web Summit, ou quem sabe, no nosso evento gratuito pós-NRF em 16 de fevereiro de 2022, onde também abordaremos os principais pontos do último Web Summit)