Papo Jedi: A Internet das coisas como ingrediente-chave “temperando” a segurança dos alimentos.

Você já deve ter ouvido falar de Internet das Coisas  (IoT ou “Internet of things”, em inglês) e certamente ouvirá muito mais. O termo descreve um cenário em que numerosos objetos do seu dia a dia estarão conectados à Internet e se comunicando mutuamente. Mas como isso pode afetar o controle de qualidade e segurança dos alimentos? Essa conectividade toda é necessária? Qual a importância disso para a o food service e para a indústria de alimentos?

A Indústria Alimentar está em evolução constante e a tecnologia desempenha um papel cada vez mais importante neste setor. Os avanços científicos e técnicos permitem hoje que os processos produtivos sejam mais sustentáveis e eficientes, atendendo à demanda dos mercados globais.

Uma das aplicações da IoT é o monitoramento do frio alimentar no mercado de food service.

Sensores, conexão com a internet e capacidade de comunicação: estes são os três ingredientes que compõem a tecnologia IoT que está ganhando cada vez mais força. Empresas como as gigantes da comunicação global, Ericsson e Cisco, fazem projeções de que teremos cerca de 50 bilhões de dispositivos conectados até 2020. Dados do IBGE indicam que o país atingiu em 2014 o marco 86,7 milhões de habitantes conectados, o que representa mais de 50% de população do país.

Além do aumento do número de smartphones e tablets, outro evento que ajudou a criar a base para o IoT foi o crescimento da arquitetura baseada em “nuvem”, onde as organizações podem “alugar” hardware, software e armazenamento de dados sob demanda. Quando combinado com novas capacidades de rede sem fio acessíveis (WiFi e Bluetooth) e cobertura celular expandida a taxas de custo reduzidas para os dados, tornou-se economicamente viável para a maior parte das empresas coletar, armazenar e acessar dados.

À medida que a tecnologia amadureceu, as empresas começaram a entender que dispositivos inteligentes poderiam ser usados ​​para melhorar a eficiência operacional e os protocolos de controle de qualidade de alimentos que estavam obsoletos. Ao invés de verificar manualmente as temperaturas dos equipamentos, os sensores sem fio agora permitem o monitoramento e controle remotos de câmaras frias e outros ambientes controlados por temperatura.

Qualquer operador com um smartphone pode visualizar essas dados ou receber alertas em tempo real para garantir que o equipamento e as temperaturas do produto estejam de acordo com os padrões da legislação vigente. Além de gerar assertividade ao monitoramento, esse sistema reduz o custo com mão de obra, uma vez que não é necessário mobilizar pessoas para a atividade de aferição de temperatura. Isso vale para carros de transporte, equipamentos, ambientes ou mesmo o próprio alimento.

As cadeias de food service se tornam cada vez mais proativas e atentas ao controle de qualidade de alimentos e à proteção de suas marcas. As empresas precisam estar cientes de que as mídias sociais mudaram a abrangência da interação com os consumidores. O que antes era uma infração menor, concentrada em uma única loja, agora pode propagar e causar problemas para a franquia ou a rede, impactando a cadeia como um todo e não apenas em um ponto isolado. O uso de novas ferramentas aliadas à tecnologia auxiliam também na prevenção e rastreabilidade.

Os ingredientes estão agora em vigor para que os restaurantes ofereçam os mais altos níveis de segurança e qualidade aos seus clientes.

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