Papo Jedi: Consumidores & tendências

Por Ricardo Baccarat

Quando se pensa em consumo, para muitas pessoas, vem à cabeça imagens de uma loja, sacolas e principalmente a de um grande shopping center. O shopping tradicional já não é mais o mesmo destino de compras que foi no passado. Percebemos uma mudança de foco nos shoppings, apostando em atrair restaurantes, entretenimento, serviços e comodidades voltadas totalmente ao estilo de vida de seus frequentadores.

No setor supermercadista, temos uma importante mudança do comportamento do consumidor mais sensível ao preço. As compras do mês, que antes eram realizadas nos hipermercados e supermercados, foram em parte direcionadas aos “atacarejos”, que se adaptaram para atender esse consumidor, oferecendo melhores preços em troca de um maior volume de produtos no carrinho. Seguindo essa tendência, o GPA divulgou no 1º semestre de 2016 uma proposta para converter de 15 a 20 lojas da sua marca Extra para a rede Assaí.

Na contramão das tendências econômicas, nosso comércio on-line continua decolando. Segundo relatório WebShoppers (E-bit/Buscapé) a previsão é de 8% de crescimento em relação a 2015, chegando a marca de R$ 44,6 bilhões. Apesar do crescimento nominal não ser agressivo é significativo no nosso cenário. Nessa última Black Friday, as vendas on-line cresceram 17% em relação a 2015, contribuindo para esse crescimento o aumento da participação de usuários de dispositivos móveis de 8,7% em 2015 para 19,8% em 2016.

As principais lojas já possuem apps que permitem captar vendas de forma inteligente, otimizando o processo de compra para o consumidor que quer cada vez mais conveniência, praticidade e uma boa experiência de compras. As lojas on-line oferecem interatividade aos consumidores, enquanto as lojas físicas tradicionais oferecem poucas vantagens além da capacidade de experimentação. Quem conseguiu integrar bem seus canais, mais uma vez saiu na frente.

Essa mudança de comportamento do consumidor vem ocorrendo no mundo todo. Temos acompanhado as grandes marcas e redes se adaptarem aos millennials e aos novos padrões de consumo. Vivemos uma forte onda da economia colaborativa, do compartilhamento e, mais recentemente, a tendência do lowsumerism, que começa cada vez mais a tomar corpo, mostrando que teremos vergonha do consumismo em um futuro próximo.

Para acompanhar esses movimentos e necessidades do consumidor, não basta apenas uma boa integração de canais. Somente esta ação não refletirá no aumento das vendas, é necessário potencializar o conhecimento sobre os consumidores. Poucas empresas hoje conseguem trabalhar todos os dados que possuem de forma eficiente e direcionada para efetivamente transformar o resultado. Ferramentas como pesquisas de mercado, CRMs e análise dos dados suportados por um sistema adequado de BI são o ponto de partida para a sua empresa atuar nesse novo varejo. A inteligência hoje está em potencializar a utilização dos recursos e tecnologia disponíveis.

É nisso que acreditamos!

Referências: 33º Relatório Webshoppers / Gallup: Malls Slump While New Shopping Trends Take Off

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