Mexa-se 2020 está logo aí!



Por: Ana Paula (Popy) Tozzi

Rotina. A rotina nos consome de uma forma rápida, envolvente e segura. Entramos na zona de conforto e de repente… lá vem o natal de novo e o réveillon em seguida. Chega o carnaval, começa o ano e, na surdina, termina o primeiro tri. Começamos tudo de novo, correndo atrás dos resultados, reclamando da crise e nos perguntando: por que não consigo fazer a minha empresa crescer, inovar e rentabilizar? Por que eu pessoalmente não fiz aquele curso, aprendi aquela língua ou fiz aquela viagem? Ahhh…. a rotina! Ela consome…não nos deixa fazer nada. Como escapar desta cilada constante?

Prioridades e Planejamento – Seja ágil!

Em primeiro lugar, toda a transformação começa na cultura organizacional. Empresas saudáveis têm cultura saudável, com um alinhamento claro de hábitos e práticas com o modelo de gestão e suas diversas políticas internas.

O planejamento estratégico moderno considera clareza e objetividade como propósito. Objetivos, metas, pilares estratégicos e indicadores de performance alinhados entre si, permitem à empresa leveza e agilidade. Portanto, está aqui o primeiro passo para buscar um espaço para sair da rotina.

O Planejamento Estratégico

Importante esclarecer que quando falamos de planejamento estratégico, não falamos de planejamento estratégico para daqui 10, 20 anos, cujas metas nem serão entregues pelas equipes atuais. Não faz mais sentido falar em 10 anos com o mundo se transformando em uma velocidade surpreendente.

Quando estive na China neste ano, parte do grupo que esteve há 5 anos por lá era unânime em afirmar que a China estava irreconhecível: “Popy… é como se eu nunca tivesse vindo aqui, irreconhecível!”, foi o comentário do Marcelo – participante do grupo.

Para nós, a “palavra de ordem” é a construção do ciclo de planejamento em linha com a cultura de cada cliente. Nesse processo, construído em 4 mãos, priorizamos uma jornada de transformação cultural que busque a diminuição dos gaps entre onde desejamos chegar e onde estamos hoje. São ciclos planejados e organizados com prerrogativas da cultura agile, que vão “amarrar” todos os valores da companhia aos processos, às pessoas e às inovações necessárias.

Como fazer a “tempo” para a transformação?

Arrumar tempo para a transformação deve ser uma meta global da companhia, de forma que inovar, repensar e mudar seja ao final do dia uma ação natural das pessoas. Claro que não são todas as pessoas ou atividades que terão essas premissas de constantes mudanças. Ao final, por exemplo, muitas atividades transacionais como pagar, contabilizar e apurar impostos são processos repetitivos que se já foram alvos de um projeto de RPA (temos feito muito!) não são passiveis de muitas inovações. Já passaram por este processo.

O segredo para mobilizar a empresa está na definição de qual modelo de gestão será adotado e como as pessoas estarão organizadas em torno dos ciclos de planejamento estratégico.

O modelo de gestão deve proporcionar que pequenas conquistas sejam feitas (mvp) e erros sejam cometidos em um ambiente controlado. As lideranças devem ser atores principais na construção do novo modelo sendo concomitantemente preparadas nessa transformação. Além dos organogramas tradicionais (sim eles permanecerão existindo e farão sentido em muitos casos), tribos e squads serão parte do novo modelo de gestão. Os processos críticos serão prioridades e estarão na pauta e na disciplina de gestão.

Para “tirar do papel” todas as prioridades e metas de 2020, podemos e devemos buscar ajuda em metodologias e nas consultorias (na AGR claro!). Mas, sinceramente, os líderes devem ter claro que esse processo é de longo prazo e de muita dedicação. Portanto, ou está completamente convencido da necessidade desta transformação, ou seguir o modismo será apenas perda de tempo e dinheiro.

Finalmente, tenho lido muitos artigos e escutado vários clientes questionando como se manter ou se tornar ágil, rápido e inovador quando suas empresas são grandes, burocráticas e lentas? Uma das pérolas desta semana foi uma matéria no jornal com o seguinte título: “Como ter uma cultura de startup em sua empresa?”, quando na verdade, a pergunta deveria ser “como incorporar a inovação e a agilidade da startup na cultura da minha empresa, sem perder as qualidades que temos e não trazer problemas conhecidos de volta?”.

Estamos aqui para ajuda-los!