Não esqueça do backoffice.



Por Jéssica Costa

É incrível o universo de informações disponíveis. Difícil acompanhar as inovações e tendências que serão realidade nos próximos anos. Pensando na cadeia toda, naturalmente a diretriz gira em torno das novas formas de compra dos consumidores que estão e ficarão cada vez mais exigentes.

Neste conceito, as tecnologias estão cada vez mais presentes. Quanto vivemos, experimentamos ou ouvimos falar em coisas como indústria 4.0, omnicanalidade, consumidor multidimensional, internet das coisas (IoT), inteligência artificial (AI), realidade aumentada (AR), realidade mista (MR), big data, machine learning, entre outras tantas novidades . Já temos até o varejo aceitando bitcoin como pagamento…

São tantas iniciativas e oportunidades que, não tendo um bom plano com estudos e implementações com resultados de curto prazo, você já acorda ultrapassado.

Infelizmente a maior parte das empresas não está preparada para tantas mudanças em um espaço de tempo tão pressionado por resultados. O que presenciamos é uma série de iniciativas pouco efetivas para o crescimento dos resultados de fato.

Com tantas tecnologias disponíveis, é impressionantemente grande o número de empresas que ainda tem um backoffice ineficiente. Aí pode estar um grande vilão dos resultados, do EBITDA.

Apesar de toda a tecnologia disponível para a venda, para o conhecimento do consumidor, para o mapeamento de mercado e para a alavancagem comercial, as empresas ainda vivem dificuldades em temas operacionais. Cadastros de produtos com erros em dados fiscais que impactam diretamente o fechamento e as apurações de obrigatoriedades fiscais, processos de compras sem um compliance mínimo, compras descentralizadas que deixam de capturar sinergias financeiras importantes ou compras excessivamente centralizadas que tiram eficiência da operação, aprovações manuais, compras fora da verba com verificação apenas na entrada da nota fiscal, processos de devolução ou logística reversa complexos e com alto custo ou exposição fiscal, processos de cobrança inadequados, entre muitos outros. Seria possível escrever uma página de situações como essas que absorvem uma importante fatia do resultado. O backoffice é caro, não é “sexy”, mas sua eficiência é muito relevante.

Assim como há inovações para a indústria e para a venda ou comercial de forma geral, há alternativas interessantes para o backoffice. Estude a terceirização do que foir possível, implemente um verdadeiro CSC, não despreze as possibilidades que possam existir com a reforma trabalhista, aplique o conceito de multi-função, potencialize todas as rotinas, implemente robotizações já disponíveis nos principais ERPs e reduza custo recorrente!

Não descuide do básico. Ele ainda é importante e, sempre será.